A Universidade Estadual de Londrina oferece atendimento gratuito a 60 pessoas com doença de Parkinson por meio do Parkinter. Os pacientes recebem acompanhamento especializado às terças e quintas-feiras, na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Londrina.
O projeto foi criado em 2023 a partir do Grupo de Pesquisa em Fisioterapia Neurofuncional da UEL e reúne profissionais e estudantes de fisioterapia, farmácia, nutrição, ciência da computação e direito. As sessões também incluem atividades de canto-coral e acontecem de forma individual e em grupo.
Abordagem que vai além do medicamento
O acompanhamento lida com sintomas motores, como lentidão e tremores, e não motores, que afetam sono, intestino e sentidos. Além do tratamento clínico, o projeto oferece acolhimento aos pacientes, familiares e cuidadores, mantendo o foco na qualidade de vida.
De acordo com a coordenadora do projeto, Suhaila Smaili, professora de Fisioterapia da UEL, o tratamento vai além da medicação: “Para tratar a doença de Parkinson não é só tomar os remédios. Essa é uma doença que afeta todos os aspectos da vida do paciente. Isso também precisa ser olhado”.
Contexto da doença
O Parkinson é um transtorno neurológico progressivo que afeta os movimentos e outras funções do corpo. Apesar de não ter cura, medicamentos e terapias como fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia contribuem para o tratamento e melhor qualidade de vida dos pacientes.
No Brasil, cerca de 536 mil pessoas viviam com Parkinson em 2024. Projeções indicam que esse número poderá ultrapassar 1,25 milhão até 2060, mostrando o aumento da incidência da doença na população.
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