Wanderléa retorna a Curitiba para a segunda edição do festival Jovens Tardes – A Festa Da Jovem Guarda, neste domingo, 8 de novembro, no Teatro Guaíra. A apresentação reúne a cantora e a banda The Originals, liderada por Paulo César Barros, baixista e vocalista dos lendários Renato e Seus Blue Caps.
O show tem duração de quase 3 horas e propõe um encontro entre gerações: desde quem acompanhou o movimento quando explodia nas rádios brasileiras até fãs que descobriram os clássicos ao longo das décadas. O repertório traz sucessos como “Pare o Casamento”, “Prova de Fogo” e “Foi Assim”, que marcaram época no cenário nacional.
Estrutura e horários
A casa abre às 17h e os shows começam às 18h. Os ingressos custam a partir de R$ 110, com meia-entrada disponível no segundo balcão. A produção é responsabilidade da Trilha Entretenimento e Branco Produções.
A primeira edição do festival, realizada em 2024, reuniu mais de 2 mil pessoas em Curitiba. Desta vez, a apresentação acontece em única sessão.
Quem sobe ao palco
Wanderléa, conhecida como a “Ternurinha” da Jovem Guarda, é uma das artistas mais consagradas da música brasileira. Ao lado de Roberto e Erasmo Carlos, ela integrou o programa de TV que deu nome ao movimento e redefiniu a cultura pop nacional nos anos 1960. No palco, traz toda sua energia para reviver hinos que atravessaram gerações.
The Originals funciona como um supergrupo que resgata a essência e os arranjos originais dos anos dourados. Paulo César Barros, que integra o histórico grupo desde sua fundação, lidera a banda com sua voz e baixo característicos. A proposta é oferecer a sonoridade autêntica da época, interpretada por quem estava nos estúdios e palcos escrevendo aquela história.
O que é a Jovem Guarda
A Jovem Guarda foi um movimento musical que revolucionou o Brasil a partir dos anos 1960, combinando rock and roll, jovialidade e atitude contestadora. O movimento ganhou força através de um programa de TV homônimo que se tornou fenômeno cultural, moldando comportamentos e influências de toda uma geração. Artistas do movimento não apenas cantavam sucessos internacionais adaptados, mas criavam identidade própria, misturando ritmos e quebrando tabus comportamentais da época.
Décadas depois, esses clássicos continuam vivos na memória coletiva. Reviver apresentações desse período permite que quem viveu aqueles anos ressinta a época e que as novas gerações entendam as raízes de uma música que ajudou a definir a identidade do país. Eventos como este funcionam como portal temporal, onde a trilha sonora ganha vida no palco e a saudade se torna experiência compartilhada.
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