O Centro de Controle de Zoonoses de Foz do Iguaçu recebeu capacitação nesta semana para a próxima fase de um método que usa insetos para combater dengue, zika e chikungunya. A estratégia consiste em soltar mosquitos Aedes aegypti que carregam uma bactéria chamada Wolbachia, que reduz a capacidade desses insetos de transmitir as doenças.
Como funciona a técnica
Os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com os insetos locais e passam a bactéria aos descendentes. Aos poucos, os mosquitos capazes de transmitir arboviroses diminuem na região. A bactéria é segura para pessoas, animais e meio ambiente, e complementa o trabalho de eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Foz começou a usar o Método Wolbachia em agosto de 2024. Durante 2025, a iniciativa atingiu metade da área urbana do município e ajudou a reduzir casos de dengue. A primeira etapa atendeu alguns bairros, e agora a segunda fase vai para regiões diferentes.
Onde e quando chega a expansão
Nos próximos meses, mosquitos com Wolbachia serão liberados em 28 bairros, entre eles Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Itaipu A, Itaipu B, Campus do Iguaçu, Centro, Morumbi, Cidade Nova e Três Fronteiras. A ação beneficiará mais de 140 mil moradores e durará 26 semanas.
Enquanto soltam os insetos, as equipes monitoram em campo como a população com Wolbachia se estabelece. No ano epidemiológico de 2026, Foz registrou 3.321 notificações de dengue, com 30 casos confirmados e 3.169 descartados. Não houve mortes pela doença no período.
O Método Wolbachia é conduzido pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional. Os municípios que participam são escolhidos pelo Ministério da Saúde.
Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu


