Cascavel começa nesta segunda-feira (19) a soltar mosquitos Aedes aegypti modificados geneticamente em 17 bairros da cidade. Diferente dos mosquitos comuns, esses insetos carregam a bactéria Wolbachia e não transmitem dengue, Zika e chikungunya.
A Prefeitura realizará uma coletiva de imprensa às 10h no estacionamento interno do Paço para apresentar o método. No evento, será instalado o primeiro DLO (Dispositivo de Liberação de Ovos), um recipiente semelhante a um balde, que será acoplado a uma árvore.
A estratégia usa 6.073 pontos de soltura espalhados pela cidade, protegendo 215.318 pessoas. Cada DLO recebe cápsulas com ovos e ração vindas de uma biofábrica. Quando entram em contato com a água, os insetos nascem diretamente nos locais de liberação.
Ao acasalarem com os mosquitos locais, os Wolbitos transmitem a bactéria para as gerações seguintes, reduzindo progressivamente a capacidade de transmissão de doenças. Em Niterói, onde toda a cidade está coberta pela tecnologia, a redução de casos de dengue chegou a 89%.
Coletiva de imprensa
A apresentação acontece segunda-feira (19) às 10h no estacionamento interno da Prefeitura de Cascavel, localizada no pátio. Participam o prefeito Renato Silva, o secretário de Saúde Ali Haidar, o diretor da 10ª Regional de Saúde Rubens Griep, a coordenadora de Implementação da Wolbito Tamila Kleine e o assessor técnico da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz Jorge Carlos Santos da Costa.
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