Apucarana mobilizou cinco equipes para remover árvores que caíram sobre casas e bloquearam ruas durante o temporal de segunda-feira (21/09), quando ventos atingiram 125 km/h na cidade. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente coordena o trabalho, priorizando árvores que permanecem sobre imóveis e as que obstruem vias.
Uma das equipes é formada por servidores do pátio de máquinas, que já atuavam desde o início da ocorrência. Outra vem de empresa contratada, e três foram estruturadas na quarta-feira (23) para reforçar a operação emergencial. O trabalho conta ainda com o Corpo de Bombeiros, servidores municipais e voluntários espalhados por diferentes regiões.
A retirada de árvores que atingiram residências exige procedimento cuidadoso. Em muitos casos, o peso da árvore ainda exerce pressão sobre o imóvel, sendo necessário usar guinchos e equipamentos de apoio para reduzir gradualmente a carga e evitar novos danos. Os galhos são cortados de forma segura antes de remover o tronco de maior porte.
Além das cinco equipes que atuam nas ocorrências mais complexas, a Sema mantém outras duas equipes dedicadas à limpeza e liberação de vias e áreas em frente às residências. O secretário municipal de Meio Ambiente, Leandro Gustavo Pires, informou que a expectativa é concluir até quinta-feira (24) a maior parte das árvores sobre casas.
Moradores que ainda enfrentam situações de risco com árvores devem acionar a Defesa Civil pelos telefones 153 ou 193. As ocorrências atendidas são aquelas registradas pelos canais oficiais da Defesa Civil, incluindo chamados feitos em conjunto com o Corpo de Bombeiros.
Segunda etapa de limpeza
O trabalho de coleta e recolhimento dos galhos e troncos continua em uma segunda etapa, quando todo o material será enviado para trituração e destinação adequada. Leandro explicou que neste momento a prioridade é retirar as árvores das casas e liberar as vias; a limpeza das ruas ficará para depois, quando será organizada uma nova força-tarefa.
O temporal de segunda-feira deixou milhares de famílias atingidas, casas destelhadas, ruas bloqueadas e danos em escolas, creches municipais, unidades de saúde e prédios públicos. A Prefeitura estima que serão necessários milhões de reais para reconstruir e reparar o que foi destruído ou danificado.
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