O nível do Rio Paraná começou a recuar na região da Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai. Na manhã de terça-feira (20), a lâmina d’água estava aproximadamente quatro metros abaixo do pico registrado durante a cheia.
Apesar do recuo, existe possibilidade de novo aumento na vazão nos próximos dias devido à previsão de chuvas volumosas ao longo da bacia hidrográfica.
Do lado paraguaio, o atendimento às 1.230 famílias afetadas pela cheia segue em andamento. Em Ciudad del Este, a prefeitura local, a diretoria de Itaipu e os governos do Alto Paraná e do Paraguai coordenam as ações.
Animais também recebem assistência
Os cuidados incluem acolhimento de animais de estimação que ficaram em áreas atingidas pelas águas. Pelo menos 300 animais foram atendidos pela prefeitura de Ciudad del Este, que conta com uma Clínica Veterinária Municipal.
De acordo com o diretor de Desenvolvimento Social da prefeitura de Ciudad del Este, Julio Landaida, as famílias desabrigadas não devem retornar aos lares ainda. “As famílias ainda não devem voltar aos seus lares, por precaução e prevenção. Esperem um pouco mais. Durante este tempo, a prefeitura continuará prestando assistência”, afirmou em declarações reproduzidas pelo jornal ABC Color.
Impacto além da fronteira
Além de Ciudad del Este, a cheia no Rio Paraná e seus afluentes deixou desabrigados em outras cidades do lado paraguaio. Localidades mais ao sul, na fronteira entre Paraguai e Argentina, estão recebendo agora os grandes volumes de água que passaram por Foz do Iguaçu na semana anterior.
Mais de Foz do Iguaçu
Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções






