A Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu apresentou avanços significativos no atendimento à população entre maio e agosto deste ano. Os dados foram divulgados em audiência pública realizada na segunda-feira (21) na Câmara Municipal, com a participação de todas as diretorias da pasta.
A redução de casos de dengue foi destaque: 28 confirmações no segundo quadrimestre de 2026, contra 209 no mesmo período de 2025. Nenhuma morte foi registrada pela doença nos dois anos. O resultado foi atribuído a ações de vistoria, à segunda fase do projeto Wolbachia e ao reforço de educação em saúde ambiental nas escolas.
Na educação ambiental, o alcance cresceu 182,1%, chegando a 9.683 alunos. As ações que antes se restringiam ao terceiro ano foram expandidas para todas as turmas. A cobertura da Estratégia Saúde da Família alcança 100% da população da cidade, apesar da readequação de horários em quatro Unidades Básicas de Saúde. A partir de setembro, as equipes passaram de 30 horas para 36 horas semanais de trabalho.
Os atendimentos em saúde bucal cresceram 31,1%: de 53.924 no primeiro quadrimestre para 70.718 no segundo. Na atenção especializada, foram realizados 38.903 exames no segundo quadrimestre, contra 23.927 no mesmo período de 2025, uma alta de 62%. A taxa de absenteísmo em consultas e exames caiu de 13% para 10%.
A saúde mental teve 38.009 atendimentos no segundo quadrimestre de 2026, ante 33.950 em 2025. A ampliação do horário de funcionamento do CAPS AD para 24 horas a partir do final de dezembro contribuiu para o crescimento. O atendimento a pessoas com deficiência também avançou: de 35.930 para 41.670 atendimentos no mesmo período comparativo.
A Secretaria investe 27% do orçamento municipal em saúde, acima dos 15% estabelecidos pela Constituição Federal. Parcerias com órgãos governamentais estaduais, federais e com os países vizinhos Argentina e Paraguai integram a estratégia para reduzir filas de especialidades.
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