Brasileiros mantêm R$ 953 bilhões em poupança mesmo em um cenário onde outras aplicações de renda fixa prometem retornos maiores. O hábito e a percepção de segurança explicam por que a caderneta continua sendo escolha de tantas pessoas, segundo especialistas em investimentos.
A Selic, taxa básica de juros, está em 13,75%. Neste patamar, investimentos como CDB (Certificado de Depósito Bancário) e Tesouro Selic rendem mais que a poupança tradicional. Apesar disso, a caderneta não perde relevância nas carteiras dos brasileiros, que celebram seu Dia Mundial neste sábado (31 de outubro).
Por que a poupança resiste
Para quem busca onde guardar dinheiro, a poupança oferece estabilidade previsível: o rendimento mensal é sempre conhecido antes de fazer a aplicação. Não há surpresas e o saque pode ser feito a qualquer momento sem perda de rendimento no mês, o que não acontece com outros produtos.
CDB e Tesouro Selic funcionam de forma diferente. O CDB é um empréstimo que você faz ao banco: o banco paga uma taxa de retorno, geralmente amarrada à Selic ou a um percentual dela, e você recebe o dinheiro de volta com os juros. Já o Tesouro Selic é um título emitido pelo governo federal, onde você empresta dinheiro ao Estado e recebe juros diários.
Ambos costumam oferecer rendimento superior à poupança quando a Selic está alta, como agora. Mas exigem planejamento: resgate antecipado em CDB pode gerar prejuízo, e Tesouro Selic rende menos se você vender antes do vencimento. A poupança não tem essa desvantagem: é líquida e previsível.
Informação de 31 de outubro de 2026.
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