Meninas e adolescentes reclamam de frases que minimizam a cólica menstrual, como “é só uma dorzinha” ou “quando engravidar, passa”. Essas afirmações aparecem frequentemente na escola, em casa e até em consultas médicas, segundo o Almanaque de Saúde Menstrual – Livres Para Menstruar, lançado em 2 de outubro.
O guia, dirigido a médicos ginecologistas, busca melhorar o acolhimento de pacientes jovens e o cuidado com questões menstruais. Entre as recomendações estão escuta sem pressa, respeito à autonomia da menina ou adolescente e tratamento sério da dor relatada.
O que esperar de uma consulta ginecológica na adolescência
A primeira consulta com ginecologista é momento de conversa e orientação, não necessariamente de exame invasivo. O médico deve criar ambiente de confiança, ouvir queixas sem julgamento e explicar procedimentos antes de realizá-los.
Dúvidas sobre ciclo menstrual, contracepção, higiene íntima e alterações do corpo são comuns nessa faixa etária. O profissional precisa responder com clareza e respeitar a privacidade da paciente, especialmente quando há acompanhantes na sala.
Informação publicada pela Folha de S.Paulo em 30 de outubro de 2026
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