O querosene de aviação ficou 13,9% mais caro a partir de 1º de setembro. A Petrobras aumentou o preço em R$ 0,68 por litro, e o combustível agora varia entre R$ 5,44 e R$ 5,70 nas refinarias da estatal.
Como o querosene responde por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o reajuste deve pressionar o valor das passagens nos próximos meses.
Acúmulo no ano chega a 53,3%
Desde janeiro, o preço do querosene acumula alta de 53,3%, o que representa R$ 1,94 a mais por litro. Em abril houve reajuste de 55%, seguido por 18% em maio. Junho e julho registraram redução, mas agosto trouxe novo aumento de 1,9%.
Conflito no Oriente Médio pressiona preços
A Petrobras atribui o reajuste à guerra no Oriente Médio, que afeta a logística da indústria do petróleo. O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro, desestabilizou o Estreito de Ormuz, passagem marítima por onde passavam 20% da produção internacional de óleo e gás.
Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o preço do combustível é definido no mercado internacional, já que funciona como commodity, ou seja, matéria-prima negociada em grandes quantidades.
A Petrobras retomou em setembro o programa de parcelamento dos reajustes, que permite às distribuidoras dividir o aumento em três parcelas mensais. O preço é reajustado sempre no dia 1º de cada mês.
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