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ONG de proteção animal em Campo Largo é investigada por desviar R$ 1,6 milhão

A 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrou nesta sexta-feira (18 de setembro) a Operação Resgate contra dirigentes de uma organização de proteção animal investigada por desviar aproximadamente R$ 1,6 milhão em arrecadações.

Durante a ação, equipes cumpriram nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados à instituição em Campo Largo e em Curitiba. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores até o montante investigado e suspendeu qualquer atividade de captação de recursos pela entidade.

Segundo o Ministério Público do Paraná, um núcleo familiar que controlava a diretoria e o conselho fiscal utilizava contas pessoais da diretora executiva para reter o dinheiro. De aproximadamente R$ 5,9 milhões arrecadados, auditoria e o Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) identificaram que mais de R$ 1,67 milhão vindos de vaquinhas virtuais e plataformas de pagamento foram recebidos nas contas da gestora e nunca repassados à ONG.

As investigações apontam que cerca de R$ 435 mil foram repassados para uma amiga íntima da diretora, quantia utilizada para fundar uma clínica veterinária particular. Essa mesma clínica posteriormente virou a maior credora da organização, cobrando dívidas milionárias da própria instituição.

Os levantamentos mostram indícios de fraudes em rifas e sorteios de veículos. Um carro anunciado como prêmio pertencia ao pai da diretora e continuou sendo utilizado por ela após a ação beneficente.

Confusão patrimonial e uso pessoal

As apurações demonstram intensa mistura de patrimônio, com dinheiro arrecadado sendo usado para pagamento de despesas pessoais da dirigente: compras, faturas de cartão de crédito e apostas. Veículos custeados pela ONG foram registrados em nome próprio e de familiares.

As acusações envolvem crimes de organização criminosa, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e infrações contra a economia popular. Por determinação judicial, o processo corre em segredo de Justiça.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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