O Ministério Público encerrou a investigação sobre a administração da Prefeitura de Arapongas em relação ao Cemitério Municipal, isentando o município de responsabilidade por eventuais falhas na transferência de concessões de uso e aforamentos de terrenos.
A 1ª Promotoria de Justiça expediu recomendações para que a prefeitura adote novas medidas de controle administrativo nesses processos. Segundo a instituição, crimes cometidos por terceiros ou servidores isolados continuarão sendo apurados e punidos separadamente.
Medidas a serem implementadas
A Prefeitura determinou que nenhuma transferência de concessão ou aforamento será autorizada sem comprovação rigorosa da relação de parentesco prevista na legislação municipal. O município também vai aprimorar o fluxo interno de análise dos pedidos, incluindo conferência de documentação, arquivamento de comprovantes e separação de funções para ampliar a independência e segurança na tramitação.
A resposta formal ao Ministério Público com as providências tomadas deve ser encaminhada dentro do prazo estabelecido pela instituição.
Caso que originou a investigação
Em abril de 2026, uma família de Arapongas denunciou que o túmulo de José Gonçalves Mendes, falecido aos 92 anos em 8 de maio de 2022, estava ocupado por outras pessoas. O sobrinho-neto do falecido, Guilherme Campos Santos, de 24 anos, informou que a família adquiriu o espaço legalmente e possui todos os comprovantes de pagamento.
Dois meses após o sepultamento, os parentes foram até o local fazer o acabamento do túmulo e constataram que ele havia sido modificado, reformado e continha fotos de outras pessoas. A Prefeitura informou que sabe onde estão os restos mortais e se comprometeu a realizar a exumação e o exame de DNA. O caso segue sendo discutido judicialmente.
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