A Secretaria de Saúde de Maringá reuniu técnicos de enfermagem e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde nesta sexta-feira, 4, para debater como enfrentar o receio e a desinformação sobre vacinas. Juliana Matsuoka, especialista em imunizantes, apresentou duas palestras abordando estratégias para que os servidores conquistem confiança nos usuários.
O problema é real. Desde o período da Covid-19, cresceu a hesitação para se vacinar. “Estamos vendo o reaparecimento de doenças porque as pessoas se recusam a tomar a vacina”, alertou Antônio Carlos Nardi, secretário de Saúde. Nos últimos 15 anos, o atraso ou rejeição às vacinas recomendadas fez com que campanhas ficassem abaixo da meta nacional.
O que influencia o receio
A palestrante abordou três fatores principais que reduzem a cobertura vacinal: a baixa percepção de risco entre a população, dificuldades de acesso aos imunizantes e baixa confiança na eficácia das vacinas. Também tratou de campanhas específicas para crianças e pessoas idosas.
Edlene Góes, coordenadora de vacinação da Secretaria de Saúde, explicou o objetivo: “Depois do período da Covid-19, as pessoas estão hesitantes em se vacinar. Este momento é para trazer esclarecimentos para os nossos profissionais, para que possamos dar mais segurança para a população”.
O papel do profissional de saúde
Para Nardi, o receio nem sempre vem de negacionismo, mas de dúvidas não esclarecidas. “O profissional de saúde, como autoridade no assunto, tem a função de tranquilizar o cidadão, compartilhando informações sobre a vacina e reforçando o ato de se vacinar como um exercício da cidadania”.
Técnicos e enfermeiros participantes reconheceram a importância do treinamento. Maisa Ferreira, enfermeira na UBS Jardim Andrea, relatou que muitas pessoas chegam com medo das reações adversas. “A palestra traz para a gente uma segurança maior na abordagem desses usuários”, comentou. Cláudia Santander, técnica de enfermagem na UBS Ney Braga, completou: “Tendo mais conhecimento com respeito à vacina, aumenta a nossa segurança de transmitir para os pacientes a confiança na vacina”.
Meta nacional de cobertura
O Programa Nacional de Imunizações, que coordena ações de vacinação no Brasil, estabelece uma meta de 90% a 95% de cobertura vacinal. Maringá trabalha para recuperar esses índices por meio da capacitação contínua de seus profissionais de saúde.
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