Cerca de 600 alunos das 16 primeiras escolas participantes do programa Olhando para o Futuro realizaram, no dia 31, uma avaliação oftalmológica de repescagem. A ação atendeu estudantes que não compareceram no dia em que os oftalmologistas visitaram suas unidades escolares.
A iniciativa é uma novidade em Maringá e funciona por meio de parceria entre as secretarias municipais de Educação e Saúde. Faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE) e deve beneficiar aproximadamente 18 mil alunos do ensino fundamental de 53 escolas municipais. Até agora, 45 unidades já foram atendidas pelos oftalmologistas, que realizam os exames dentro das próprias escolas com autorização dos pais ou responsáveis.
Como funciona o programa
O programa leva avaliação oftalmológica para dentro da escola, permitindo que crianças façam o exame sem sair do ambiente onde estudam. Isso reduz barreiras de acesso e aumenta a chance de identificar problemas de visão que passariam despercebidos. Mais de mil alunos já avaliados nas escolas receberam indicação para testes complementares que investigam alterações como estrabismo, glaucoma, problemas na retina e disfunções de cores.
No dia 29, cerca de 100 crianças participaram do primeiro mutirão para esses exames complementares. Nessa etapa, passaram por biomicroscopia, mapeamento de retina, teste ortóptico e tonometria. A partir dos resultados, os estudantes são encaminhados para o tratamento adequado.
Histórico de sucesso
Kayla, de 11 anos, foi diagnosticada com perda de visão no olho direito durante o programa. Seu pai, Carlos Adriano Batista, destacou que a filha nunca havia apresentado desempenho escolar ruim que indicasse problema de visão e estava em acompanhamento médico regular. O diagnóstico foi feito graças ao exame na escola, permitindo que ela agora receba tratamento com lente de contato para ampliar a capacidade visual.
Próximos passos
Novas repescagens serão realizadas nas demais escolas atendidas pelo programa. As datas serão divulgadas pelas equipes responsáveis assim que forem confirmadas. O objetivo é garantir que todos os 18 mil estudantes das 53 unidades municipais tenham oportunidade de realizar a avaliação oftalmológica.
A detecção precoce de alterações visuais permite encaminhar as crianças para avaliação adequada e evitar que problemas permaneçam sem diagnóstico, impactando o aprendizado e o desenvolvimento escolar.
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