Crianças da rede municipal de educação infantil de Maringá plantam, colhem e comem o próprio alimento nas salas de aula. O projeto ‘Hortas Educacionais’, conduzido pela Secretaria de Educação, transforma o espaço escolar em laboratório vivo de nutrição e cuidado ambiental.
No Centro Municipal de Educação Infantil Bárbara Barros, os alunos estudam em sala as características de cada vegetal — nome em português e inglês, forma de cultivo, nutrientes e vitaminas. Depois participam do plantio, acompanham o crescimento e colhem o que semearam. Na sequência vem a degustação, momento em que muitos experimentam verduras pela primeira vez.
A professora Ana Cláudia Batista observa que o contato direto com o cultivo muda o comportamento alimentar. “Muitas crianças não gostam de verduras porque não provaram. Quando têm esse contato mais próximo com os alimentos, a adaptação fica mais fácil”, explica. A aluna Anelyze Santos, de 6 anos, resumiu a experiência: “Eu aprendi que a rúcula é verde e faz bem para o meu corpo. Achei muito legal colher as verduras”.
A diretora Hiandra Boschini aponta os ganhos educacionais. “A criança precisa pegar, sentir e viver as experiências. A horta oferece isso: ela vê o processo inteiro, do plantio até a colheita, e depois experimenta o resultado”, afirma.
A secretária de Educação, Adriana Palmieri, reforça o objetivo mais amplo. “O projeto transforma o espaço escolar em um ambiente onde as crianças colocam em prática o que aprendem em sala de aula, unindo conhecimento, vivência e sustentabilidade”, diz.
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