Maringá realizou na segunda-feira, 14, a votação sobre a possível implantação do modelo cívico-militar em cinco escolas da rede municipal. A consulta, chamada de ‘validação territorial’, envolveu 1.132 pessoas entre pais, responsáveis e profissionais da educação nas unidades Professor Geraldo Altoé, Joaquim Maria Machado de Assis, Antenor Sanches, Professor Milton Santos e Pastor João Barbosa Macedo.
Os resultados mostram aprovação em todas as escolas. Na Professor Geraldo Altoé, 124 votaram a favor e 71 contra. Em Joaquim Maria Machado de Assis foram 207 votos favoráveis, 29 contrários e 2 em branco. Antenor Sanches registrou 222 a favor, 46 contra e 1 nulo. Professor Milton Santos teve 156 favoráveis, 65 contrários e 3 em branco. Pastor João Barbosa Macedo fechou com 162 a favor, 42 contra e 2 em branco.
A votação foi secreta, facultativa e permitiu apenas um voto por pessoa por unidade, independente de quantos filhos tivesse na escola ou outros vínculos. Não houve votação por procuração.
Mesmo com o resultado positivo, a implementação passa por outras etapas. A Prefeitura ainda realizará estudos técnicos, pedagógicos, jurídicos, administrativos e orçamentários. Só após essas análises o Poder Executivo decidirá se encaminha um projeto de lei à Câmara de Vereadores.
Caminho até a votação
A discussão sobre o modelo cívico-militar começou com consulta pública em 2 de junho. Em seguida, entre 19 de junho e uma data posterior, a Prefeitura abriu formulários on-line na plataforma Conecta Seduc para toda a comunidade participar. Essa primeira etapa contou com mais de 1,8 mil participantes.
Com base nesses resultados, as cinco escolas foram habilitadas em 4 de agosto para a validação territorial. Antes da votação, equipes das escolas realizaram reuniões com pais e responsáveis para explicar o modelo e responder dúvidas. A Prefeitura também promoveu uma reunião pública na Câmara Municipal, em 11 de agosto, com vereadores e população.
O que é o modelo cívico-militar
O modelo cívico-militar é uma abordagem de gestão escolar que incorpora princípios de organização e disciplina inspirados em estruturas militares, mas mantendo o caráter civil e pedagógico. Escolas que adotam esse modelo buscam fortalecer valores como hierarquia, ordem, responsabilidade e civismo, combinados com práticas educacionais convencionais. O sistema envolve desde a organização do espaço até rotinas de alunos e profissionais.
Essa modalidade diferencia-se da escola tradicional porque introduce elementos como fardamento, cerimônias cívicas regulares e estrutura hierárquica mais rígida. Destina-se a crianças e adolescentes que buscam um ambiente com essas características. Pais e alunos que preferem modelos pedagógicos distintos não são obrigados a participar.
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