Maringá aplicou R$ 6,98 milhões em segurança pública nos últimos 20 meses, recuperando equipamentos de videomonitoramento e ampliando ferramentas de detecção como reconhecimento facial e leitura automática de placas. O investimento integra um plano maior que inclui aumento do efetivo da Guarda Civil Municipal e intensificação do atendimento a mulheres em risco.
A Prefeitura herdou um parque de 115 câmeras em situação crítica por falta de manutenção. Após contratar empresa especializada, o número de câmeras operacionais chegou a 58. Nos últimos 20 meses, os pontos com reconhecimento facial ativo cresceram de 11 para 24, um aumento de 118,2%. Os equipamentos de leitura automática de placas de veículos (LPR) subiram de 14 para 26, alta de 85,7%.
Centro de Inteligência integra câmeras e plataformas
As tecnologias se conectam ao Centro de Segurança e Inteligência (CSI), aberto em 2026, que recebe em tempo real imagens de aproximadamente 1,8 mil câmeras das escolas municipais. A estrutura reúne ainda iniciativas como Muralha Digital e Cidade Vigiada, além de avançar na integração com plataformas como o Cortex, voltado à segurança pública. O município também testa câmeras corporais com apoio de inteligência artificial.
Guarda cresce e presença nas ruas se intensifica
O efetivo da Guarda Civil Municipal passou de 155 para 195 agentes ativos. Outros 54 já foram nomeados e estão em formação, com duração de seis meses. Após a conclusão do curso, o efetivo poderá chegar a 249 agentes. O investimento abrangeu também 15 viaturas adquiridas com recursos de emendas, enquanto as demais compras usaram recursos próprios do município.
A cidade conta com cinco bases operacionais descentralizadas nas regiões Sul, Norte e Leste e nos distritos de Iguatemi e Floriano. Uma sexta unidade, na região central, está em planejamento. A Base Móvel também foi reativada e integrada ao CSI. Além dessas estruturas, funcionam unidades especializadas: ROMU, Patrulha Ambiental e Rural, Grupo de Motopatrulhamento, Canil, Inteligência e Análise Criminal, Patrulha Maria da Penha e Patrulha Escolar.
Proteção a mulheres cresce 93% em um ano
A Patrulha Maria da Penha realiza acompanhamento preventivo para evitar repetição ou agravamento de violência doméstica. De janeiro a agosto de 2026, foram 1.523 atendimentos e ações de proteção, ante 803 em 2025 e 789 em 2024. O crescimento de 93% em relação a 2024 indica intensificação do acompanhamento, não aumento da incidência de violência, conforme a Secretaria de Segurança.
Os indicadores operacionais mostram aumento da atividade geral. De janeiro a agosto de 2026, foram cumpridos 110 mandados, realizadas 1.705 abordagens a suspeitos e 365 abordagens a veículos. Seis veículos foram recuperados e 15 armas apreendidas. O telefone 153, canal oficial da Guarda Civil Municipal, contabilizou 12.948 atendimentos, crescimento de 39,9% em relação a 2024. O serviço funciona 24 horas por dia, com registros de atendimento em cerca de cinco minutos entre o chamado e a chegada da equipe.
Como funciona o atendimento de segurança
O 153 é o número para comunicar ocorrências de segurança na cidade. Diferente de vídeos em redes sociais, o chamado direto ao serviço ativa o patrulhamento imediato. A Guarda utiliza a inteligência dos centros de monitoramento para direcionar equipes com rapidez e precisão conforme o tipo de ocorrência e a região afetada.
A Secretaria de Segurança trabalha com foco na prevenção. No caso de violência doméstica, o acompanhamento não termina no primeiro atendimento: agentes visitam e acompanham mulheres em situação de risco para evitar que a violência se repita ou se agrave. Esse modelo de presença preventiva integra a estratégia maior de expansão do efetivo e dos recursos tecnológicos.
Mais de Maringá
Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções






