A 11ª Marcha do Orgulho Crespo de Curitiba ocorre no sábado 14 de novembro, a partir das 9h, com programação gratuita no Memorial de Curitiba e concentração da caminhada na Boca Maldita.
O evento reúne oficinas criativas e de percussão, rodas de conversa sobre ancestralidade africana, contação de histórias e três shows: Cleópatra, MUV e Michele Mara, e Pagode dos Amigos. A programação inclui ainda iniciativas como o Kilombo das Mães Pretas e o Pais Pretos Presentes, que promovem espaços de diálogo sobre identidade e relações familiares.
Michele Mara, cantora, atriz e ativista que criou o movimento em 2016 após vivenciar racismo em uma loja na Rua XV de Novembro, afirma: “A Marcha nasceu de uma experiência de racismo, mas se transformou em um movimento de orgulho, resistência e transformação. Marchamos para afirmar que nossos cabelos são coroa, nossa história é potência e nossos corpos negros têm o direito de ocupar todos os espaços”.
Programação completa
A manhã começa às 9h com acolhimento dos participantes. Das 9h30 às 12h funcionam as oficinas criativas, oficina de percussão, Pais Pretos Presentes e atividades sobre ancestralidade africana e Kilombo das Mães Pretas. De 12h às 13h30 há intervalo para almoço.
A caminhada concentra na Boca Maldita a partir das 13h30 e sai às 14h em direção ao Memorial de Curitiba. À tarde e noite, os shows começam às 15h30 com Cleópatra, às 16h45 com MUV e Michele Mara, e às 18h15 com Pagode dos Amigos. O encerramento ocorre às 20h30.
O Bloco Afro Pretinhosidade, criado na comunidade da Vila Torres, também participa da programação, trazendo a percussão e a cultura afro-brasileira.
Trajetória do movimento
Desde sua criação, a Marcha reuniu artistas, famílias, empreendedores, coletivos e integrantes da comunidade negra em torno da valorização da identidade negra e do combate ao racismo estético. Em 2023, o movimento passou a integrar oficialmente o calendário de eventos de Curitiba por meio da Lei Municipal nº 12.555/2023.
Michele Mara recebeu o Diploma de Personalidade Afro-Paranaense em 2018 e o Prêmio Rainha Diambi de Inclusão de Raça, concedido em Londres, em 2023.
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