Guarapuava está na rota de uma sequência de tempestades e tornados que pode intensificar nesta sexta-feira (11). O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil mantêm estado de alerta geral, e a orientação é que os moradores permaneçam sob proteção em áreas cobertas e seguras.
A região pode registrar acumulados superiores a 100 milímetros de chuva até sexta-feira, acompanhados de ventos acima de 70 km/h e possibilidade de granizo. A Defesa Civil recomenda evitar árvores, placas, postes e estruturas metálicas durante o temporal. Quem está em risco de alagamento ou deslizamento deve procurar um local seguro. Emergências podem ser comunicadas à Defesa Civil pelo 199 e ao Corpo de Bombeiros pelo 193.
O que já ocorreu nos últimos dias
Entre quarta (9) e quinta-feira (10), temporais atingiram o Paraná deixando três pessoas mortas e afetando ao menos 583 moradores de 11 municípios. O caso mais grave foi em Ponta Grossa, onde um casal de 21 anos e uma criança de 5 morreram soterrados após um barranco desabar sobre a residência da família no bairro Ronda. A área precisou ser isolada por risco de novos desmoronamentos.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou dois tornados: um em Francisco Alves, no Noroeste, no fim da tarde de quarta-feira, e outro em Espigão Alto do Iguaçu, no Centro-Sul, por volta das 0h40 de quinta-feira. Em Espigão Alto do Iguaçu, cerca de 500 pessoas foram afetadas, principalmente no distrito de Boa Vista de São Roque. As escolas municipal Li Carlos Passaia e estadual Pedro Rufino sofreram danos. Árvores caíram na PR-473, dificultando o trânsito.
Impacto em infraestrutura e energia
A sequência de chuva intensa, granizo e vendavais danificou casas, escolas, plantações, estradas e a rede elétrica em várias regiões. Na Grande Curitiba e no Litoral, aproximadamente 7.500 imóveis ficaram sem eletricidade. Em todo o Paraná, mais de 22.900 unidades consumidoras chegaram a ficar sem energia, conforme a Copel. Equipes foram mobilizadas para reparar a rede danificada.
Em Curitiba, o volume de chuva chegou a 57,6 milímetros em 12 horas, com registros de ruas tomadas pela água e risco de transbordamento de córregos, principalmente na região do Caximba.
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