As gêmeas Tasha e Tracie encerraram a primeira Semana da Juventude de Maringá na sexta-feira, 28 de agosto, na Vila Olímpica. Naturais da Zona Norte de São Paulo e com 31 anos, as rappers marcaram presença com um show que misturou música, moda e narrativas sobre a vida na periferia.
Tasha e Tracie usam o rap para inspirar meninas negras a se tornarem independentes e confiantes. Suas letras abordam autoestima, força feminina e valorização da identidade periférica. Faixas como “Karisma” e “Serena & Venus” ressoam entre jovens que se veem representadas nas palavras das artistas.
Do blog à turnê nacional
A trajetória das gêmeas vai além da música. Em 2014 elas lançaram o blog “Expensive $hit”, espaço dedicado à moda e customização de roupas com identidade própria. Esse projeto as levou a atuar como diretoras de arte dos figurinos da turnê “Serena & Venus”, mostrando que a roupa também fala dentro da cultura hip hop.
O álbum independente “Serena & Venus” acompanha Tasha e Tracie por uma turnê com 25 shows previstos em diferentes regiões do país. A obra carrega narrativas inspiradas na história social vivida por suas famílias.
Mensagem para quem vive na periferia
Durante a Semana da Juventude, as rappers conversaram com jovens e deixaram um recado direto: manter-se em movimento mesmo quando o progresso parece distante. Para Tracie, a vergonha é o maior obstáculo. “Não cair nesse ciclo de vergonha, porque a vergonha é o que mais te tira as coisas. Você não ter vergonha na cara te leva a algum lugar. Agora, você ter vergonha, não te leva a lugar nenhum”, disse a artista.
Luna, integrante do Corpo Negro Coletivo Aquilombar, reconhece Tasha e Tracie como referência. “Elas representam a importância de estudar moda, se expressar, construir a sua identidade periférica por meio da roupa, do estilo, da fala”.
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