Arapongas marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, nesta quinta-feira (10 de setembro), com orientações sobre identificar quando alguém próximo pode estar em risco. A Secretaria de Saúde destaca comportamentos que merecem atenção e como oferecer apoio.
Aline Tassiara, assistente social do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), explica que sinais isolados não definem risco, mas podem acender um alerta. “Se você conhece alguém passando por sofrimento emocional que apresenta alguns desses sinais, vale observar e buscar apoio”, diz.
Comportamentos que merecem atenção
O isolamento social é um dos primeiros avisos: quando alguém que gostava de sair, trabalhar e conviver com amigos passa a se retrair sem motivo aparente. Mudanças bruscas de humor também contam, como irritação constante, tristeza e choro frequente.
Frases de desesperança preocupam os profissionais de saúde. Expressões como “não tenho mais vontade de viver”, “sou um peso para vocês” ou “gostaria de sumir” indicam sofrimento profundo. Perda de interesse em atividades que antes traziam prazer também é sinal: deixar de jogar bola, se afastar do grupo de amigos ou não querer comer comida favorita.
Outros comportamentos incluem ganho ou perda rápida de peso sem razão médica, mudanças bruscas no apetite, doação de pertences pessoais com tom de despedida, e aumento no uso de álcool ou outras drogas.
Como ajudar quem está sofrendo
Acolher e escutar sem julgar são passos essenciais. A maioria das pessoas em sofrimento não avisa diretamente que precisa de ajuda, mas dá pistas que precisam ser identificadas.
Quem deseja conversar pode ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV) no número 188, disponível 24 horas. Arapongas também conta com os CAPS: o CAPS II, o CAPS AD e o CAPS infantil, com psiquiatras, médicos, psicólogos e assistentes sociais disponíveis para atender questões de saúde mental.
A Secretaria de Saúde reforça a importância de compartilhar informações sobre saúde mental de forma respeitosa e acolhedora. “Falar sobre o tema pode salvar vidas”, encerra Aline.
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