Curitiba começou nesta quarta-feira (4/11) o processo de transformação da Guarda Municipal em Polícia Municipal. A decisão do prefeito Eduardo Pimentel segue a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado Federal na noite de terça-feira (3/11).
A mudança ainda depende da promulgação da emenda constitucional e do cumprimento de requisitos legais para entrar em vigor. Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito aprofundará os estudos técnicos, jurídicos e administrativos necessários para preparar a cidade para a transformação.
Estrutura já existente
A Guarda Municipal de Curitiba não começará do zero. A corporação já funciona com várias unidades especializadas: a Ronda Ostensiva Municipal (Romu), a Patrulha Maria da Penha, a Patrulha do Centro, a Patrulha de Atendimento ao Turista e a Patrulha de Proteção ao Transporte Coletivo, além de equipes com atuação tática, operações com cães e motocicletas.
Na última sexta-feira (30/10), 37 guardas municipais iniciaram formação específica para a Romu, com treinamento em técnicas operacionais, armamento, gerenciamento de crises e direitos humanos. A corporação também investe em modernização de equipamentos e formação profissional contínua.
Expansão e reforços
No Centro da cidade, a Guarda Municipal ampliou sua presença com uma patrulha de 65 agentes dedicada à região, novas viaturas e um posto de atendimento próximo à Praça Tiradentes. Bases móveis foram distribuídas às dez administrações regionais para aumentar o apoio ao patrulhamento nos bairros.
O efetivo também cresce: um concurso público oferta 200 vagas. Além disso, a carreira passa por medidas de valorização profissional, com autorização de promoções para 66 supervisores e 11 inspetores.
Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito
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