A Bayer venceu nesta quinta-feira (29 de outubro) um julgamento movido por três mulheres que acusavam o herbicida Roundup de causar câncer. A decisão do júri de St. Louis foi unânime a favor da Monsanto, controlada pela Bayer.
O veredicto marca o primeiro caso levado a julgamento desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu em junho a favor da Bayer, restringindo os argumentos jurídicos que os autores das ações podem apresentar. As ações da Bayer subiram 4% após o resultado, atingindo a máxima de um mês.
As autoras Theresa Aretino, Cynthia Fernandez e Betty Larkin processaram a unidade Monsanto em 2020, em St. Louis. Elas alegavam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin após usar o Roundup regularmente e argumentavam que o herbicida tinha falhas de fabricação e era perigosamente nocivo. Fernandez morreu antes do início do julgamento. As três não integram o acordo proposto pela Bayer.
Disputa sobre segurança do produto
A Bayer nega que o glifosato, ingrediente ativo do Roundup, cause câncer e afirma que décadas de estudos demonstraram a segurança do produto. A empresa enfrenta cerca de 65 mil ações em tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos, movidas por pessoas que afirmam ter desenvolvido câncer após usar o Roundup em casa ou no trabalho.
Separadamente, a Bayer tenta resolver dezenas de milhares de outros processos por meio de um acordo proposto de US$ 7,25 bilhões (R$ 38,87 bilhões). A proposta está sob análise de um juiz de um tribunal estadual do Missouri, em St. Louis.
Antes da decisão da Suprema Corte, a maioria dos processos alegava que o rótulo do Roundup não alertava os consumidores sobre riscos de câncer. Em junho, porém, a corte barrou esses argumentos.
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Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções






