A Receita Federal implantou um projeto-piloto na aduana brasileira de Foz do Iguaçu que usa biometria da palma da mão para registrar pedestres que atravessam a Ponte da Amizade rumo ao Paraguai. Desde o início de outubro, os totens com leitura de alta tecnologia funcionam sem exigir contato físico, acelerando o fluxo numa das fronteiras mais movimentadas do país.
Entre 1º e 10 de outubro, os equipamentos já contabilizaram 43,4 mil passagens, com pico de 1.076 pessoas passando pelos totens numa única hora. O pedestre aproxima a mão do sensor na entrada do Brasil e, em poucos segundos, o sistema realiza a autenticação e libera a passagem de imediato.
Como funciona o novo sistema
A tecnologia dispensa o contato direto com superfícies e elimina o manuseio de papéis ou documentos para o registro básico, reduzindo filas e aglomeração. Diferente dos leitores tradicionais de impressão digital, que pedem o dedo no vidro, a leitura biométrica da palma funciona sem toque, tornando o processo mais rápido e seguro contra contaminação.
Nos bastidores, o sistema alimenta um banco de dados automatizado com informações sobre a frequência de pedestres. Isso permite que agentes da Receita Federal façam abordagens mais direcionadas e investiguem casos suspeitos com maior precisão, sem atrasar quem cruza regularmente.
Regras de alfândega seguem inalteradas
Apesar da inovação digital, as cotas de compras, as regras de alfândega e a obrigatoriedade de declarar mercadorias permanecem exatamente as mesmas. A atuação presencial dos auditores da Receita também não muda. O que se transforma é a coleta de dados e a inteligência por trás da fiscalização, focada agora em padrões de movimento e comportamento suspeito.
A fase de testes segue até o final de outubro. Se a avaliação for positiva, o sistema pode ser implantado definitivamente na Ponte da Amizade. A Receita Federal também estuda se estende os totens biométricos para outros pontos de entrada.
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