Uma fêmea adulta de elefante-marinho-do-sul foi avistada na praia do Balneário Brejatuba, em Guaratuba, no sábado (3/10). O animal permanece no local descansando sob monitoramento de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Guaratuba acionou o Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR ao registrar a presença do mamífero marinho. A equipe que avaliou o animal confirmou tratar-se de uma fêmea adulta em bom estado corporal, sem sinais de doença ou debilidade. Ela estava apenas repousando na areia.
Por meio de marcas no corpo do animal, os pesquisadores identificaram que se trata do mesmo indivíduo registrado na manhã do mesmo sábado em São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. A descoberta permite aos cientistas acompanhar os deslocamentos da espécie ao longo da costa brasileira durante períodos de migração.
O animal retornou ao mar por volta das 19h, mas reapareceu na praia aproximadamente 500 metros distante, onde continuou sendo acompanhado. Por tratar-se de um pinípede adulto de grande porte em boas condições, o monitoramento acontece na própria praia, com a área de areia isolada para garantir segurança e descanso da fêmea.
Como proceder ao encontrar o animal
A orientação aos frequentadores é manter distância da área isolada, evitar aglomerações e barulhos próximos ao local. É proibido tocar, alimentar, molhar ou tentar devolver o animal ao mar. Animais domésticos devem ser mantidos afastados, pois a aproximação pode provocar reações defensivas e colocar em risco tanto o mamífero quanto as pessoas e os pets.
Quem encontrar outro animal marinho encalhado no litoral do Paraná deve ligar para o Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR pelo 0800 642 3341 ou 41 99213-8746. Em nenhum caso a população deve tentar intervir.
Comportamento natural da espécie
Os elefantes-marinhos-do-sul integram o grupo dos pinípedes, assim como focas, lobos-marinhos e leões-marinhos. Embora vivam a maior parte da vida no oceano, esses animais utilizam praias como locais de repouso durante seus deslocamentos migratórios. A presença na costa é parte de seu ciclo natural e não indica necessariamente doença ou sofrimento.
O monitoramento da espécie no litoral do Paraná faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, conduzido pela UFPR como exigência do licenciamento ambiental federal para as operações da Petrobras na região.
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