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Curitiba muda as regras do transporte escolar

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta quarta-feira (23) mudanças nas regras do Serviço de Transporte Escolar que facilitam a transferência de veículos entre prestadores e criam uma solução para substituições emergenciais de monitores. O projeto recebeu 29 votos favoráveis e nenhum contrário.

A principal alteração permite que uma van ou micro-ônibus com mais de 6 anos de fabricação continue operando no transporte escolar quando transferida entre prestadores diferentes, desde que ainda esteja dentro do limite máximo de vida útil (15 anos para vans e micro-ônibus, 20 anos para ônibus) e passe nas vistorias técnicas obrigatórias. Hoje a lei permite transferência apenas de veículos com até 6 anos, o que força a aposentadoria precoce de máquinas em bom estado.

Tanto o prestador que sai quanto o que entra precisam estar regulares com a Urbanização de Curitiba (Urbs) e sem débitos. O veículo substituído também passa pelos procedimentos normais de baixa e vistoria.

Monitores em situações emergenciais

A segunda mudança diz respeito aos monitores que acompanham as crianças. Se o profissional cadastrado não puder trabalhar por uma emergência, o prestador poderá indicar um substituto com pelo menos 18 anos por até cinco dias úteis dentro de um período de 30 dias. A pessoa precisa assinar termo de responsabilidade e cumprir os procedimentos de substituição. A Urbs também manterá um registro de condutores e monitores disponíveis para contratação.

O texto atualiza ainda referências à antiga 4ª série para o atual 5º ano do Ensino Fundamental.

O que muda na prática

Para quem trabalha com transporte escolar, as mudanças reduzem custos com a renovação de frota. Vans que hoje seriam descartadas apenas pela idade poderão continuar em operação se atenderem aos critérios técnicos. Todos os controles de segurança —vistorias, limites de vida útil e qualificação de profissionais— permanecem obrigatórios.

Para as famílias, a regulamentação busca evitar interrupções no transporte quando há falta emergencial de monitor e oferece mais opções de prestadores com frota renovada.

O projeto aprovado em primeiro turno ainda precisa passar por votação em segundo turno na Câmara antes de seguir para sanção do prefeito.

Informação da Câmara Municipal de Curitiba.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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