Mais de 12 mil crianças do 1º ao 5º ano já passaram por avaliação oftalmológica nas 45 escolas municipais de Maringá que integram o Programa ‘Olhando para o Futuro’, iniciado em abril deste ano. Até o fim de 2026, o projeto deve atingir as 53 unidades da rede municipal e examinar cerca de 18 mil alunos do ensino fundamental.
Os exames realizados nas escolas já resultaram na entrega de mais de 3,1 mil óculos a estudantes identificados com necessidade de correção visual. O trabalho é coordenado pelas secretarias municipais de Educação e Saúde e leva a consulta oftalmológica para dentro do ambiente escolar.
Como funciona o atendimento
A avaliação inicial acontece na própria escola, usando equipamentos capazes de identificar até sete tipos de alterações visuais. Quando é confirmada a necessidade de óculos, a ótica entra em contato com os responsáveis para que escolham a armação. A família pode fazer a seleção on-line ou ir pessoalmente ao estabelecimento para que a criança experimente as opções. Os óculos são confeccionados e entregues ao aluno na escola.
Para o oftalmologista Emerson Oyamaguchi, responsável pelos atendimentos, o procedimento realizado nas escolas ajuda a reduzir a ansiedade das crianças, pois elas compreendem como funciona e recebem orientações sobre a importância de usar os óculos quando indicado.
Visão e desempenho escolar
Dificuldades para enxergar afetam atividades simples da rotina escolar, como acompanhar o que está escrito no quadro, ler textos ou realizar exercícios. Identificar alterações visuais nos primeiros anos de escolarização evita que um problema de visão seja confundido com dificuldade de aprendizagem.
Maringá alcançou nota 7,4 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 nos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública, a maior entre municípios brasileiros com mais de 400 mil habitantes. O índice avalia desempenho em Língua Portuguesa e Matemática além dos indicadores de rendimento escolar.
A Secretaria de Saúde também realiza mutirões para casos em que apenas os óculos não foram suficientes, oferecendo exames complementares e encaminhamentos adequados.
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