O Rio Iapó atingiu 7 metros de altura nesta segunda-feira (14) em Castro, ultrapassando em 2 metros a marca considerada normal para a calha do rio, estimada em cerca de 5 metros. A elevação mantém a cidade em alerta para possíveis alagamentos nas áreas próximas ao curso d’água.
Dias de chuva intensa saturaram o solo da região, acelerando o escoamento da água para rios e córregos. Com o fluxo também chegando das cabeceiras, equipes da Defesa Civil e secretarias municipais seguem mobilizadas para atender ocorrências e prestar assistência em áreas vulneráveis.
Moradores mais antigos relataram não terem visto a água atingir a Avenida Nicolau Jacob Filho, em frente à Tigre, há décadas. A situação evidencia a dimensão da elevação registrada.
Regiões que exigem atenção
Áreas próximas à Prainha, ao Parque Lacustre e às margens dos rios permanecem sob monitoramento. A orientação da Defesa Civil é que a população evite esses locais caso haja alagamento ou correnteza. Pontes, estradas rurais e trechos cobertos pela água não devem ser atravessados, mesmo quando a passagem parece possível, pois a força da água pode comprometer a estabilidade das vias.
Como funciona a elevação dos rios em períodos de chuva
Quando o solo já está encharcado pela chuva prolongada, uma parcela maior da água das novas precipitações escoa diretamente para rios e córregos em vez de ser absorvida, favorecendo a subida rápida do nível. Áreas ribeirinhas exigem atenção especial, pois a elevação pode provocar alagamentos antes que os efeitos sejam percebidos em outras partes da cidade.
Moradores em regiões de risco devem acompanhar os avisos oficiais e evitar deslocamentos desnecessários em locais afetados. A Central de Atendimento da Crise funciona no Paço Municipal, na Praça Pedro Kaled, nº 22. Em caso de emergência, a população pode acionar a Guarda Municipal pelo 153 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
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