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Yduqs e Afya se unem para criar gigante do ensino médico com receita de R$ 9,4 bilhões

Yduqs e Afya anunciaram nesta quarta-feira (23 de setembro) a fusão que criará a maior empresa de educação médica do Brasil. A operação mantém a Yduqs como incorporadora e gera uma receita anual combinada de aproximadamente R$ 9,4 bilhões com cerca de 5.900 vagas aprovadas pelo Ministério da Educação.

As duas companhias projetam economia de R$ 2,2 bilhões com a fusão, principalmente pela redução de custos operacionais, consolidação de sistemas tecnológicos e eliminação de duplicações. Alexandre Aquino, vice-presidente financeiro da Yduqs, explicou que a consultoria contratada identificou as melhores práticas entre as empresas. “Não vou ter dois sistemas para atender os alunos, então a gente consegue captar sinergias quando tem essas fusões de grande porte”, afirmou em teleconferência com investidores e analistas.

Rossano Marques, CEO da Yduqs, disse confiar na aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As empresas têm 15 dias para submeter o pedido de combinação ao órgão antitruste. “Essa é a junção de negócios entre grandes no Brasil que talvez tenha o menor overlap possível. São duas empresas muito complementares no portfólio de produtos e distribuição geográfica”, afirmou.

Distribuição geográfica e vagas

A Afya, baseada no Tocantins mas sediada nas Ilhas Cayman com ações negociadas na Nasdaq de Nova York, opera 32 campi de medicina. A Yduqs, do Rio de Janeiro, tem 19. Juntas, as empresas somam 5.888 vagas anuais de medicina e passam a ter presença em todos os 26 estados do Brasil.

O negócio ainda depende da aprovação das estruturas de governança das duas companhias e do Cade. A operação deve ser concluída em até 12 meses. Os acionistas vão votar em assembleias gerais extraordinárias agendadas para novembro, com edital de convocação em outubro.

Distribuição de lucros e controle acionário

Na operação, os acionistas da Afya terão 69% da companhia combinada, enquanto Yduqs fica com 31%. A relação de troca foi definida com base nos balanços de 30 de junho e não será revisada por variações de dívida, resultado ou cotação de ações até o fechamento.

As duas empresas distribuirão caixa aos acionistas como dividendos entre a assinatura e o fechamento do negócio. No caso da Yduqs, isso significa no mínimo R$ 750 milhões. Marques informou que a empresa fará um pagamento de proventos tradicional entre o primeiro e segundo trimestre de 2027 e deixará o dividendo decorrente da fusão para o final do prazo da aquisição, em setembro de 2027.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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