Toledo realizou um seminário na sexta-feira (18) sobre combate ao trabalho infantil, reunindo 230 participantes no auditório da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e pela Comissão Intersetorial de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, discutiu como diferentes áreas devem trabalhar juntas para proteger crianças e adolescentes.
O seminário trouxe representantes de assistência social, educação, Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Câmara Municipal. Durante a programação, foram apresentados o Plano Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil, o papel das escolas na proteção, e como o Conselho Tutelar atua na garantia de direitos das crianças.
O grupo de crianças de 10 a 12 anos da Unidade Social São Francisco apresentou uma peça de teatro intitulada "Trabalho Infantil é Crime", com interpretação em Libras em alusão ao Dia Nacional do Surdo.
A secretária de Assistência Social, Simone Ferrari, enfatizou que Toledo possui estrutura de atendimento com 32 centros de educação infantil, 36 escolas, mais de 60 espaços esportivos e serviços de assistência social que atendem mais de 900 crianças e 300 jovens. Segundo ela, o município tem cerca de 38 mil crianças e investe em políticas de contraturno escolar, como esporte e serviços de convivência. Ferrari ressaltou que o trabalho infantil não será tolerado e que é preciso ampliar e diversificar o atendimento nos pontos onde há deficiências.
O vereador Marcos Zanetti destacou que a integração entre serviços e instituições que protegem crianças é essencial para que todos falem a mesma linguagem no atendimento. A vereadora Marli Gonçalves Costa reforçou a necessidade de expandir políticas de educação, esporte e lazer, especialmente em bairros mais carentes e no interior, como forma de prevenir o trabalho infantil.
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