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Toledo cria Semana Municipal de Valorização do Comércio Local em julho

A Câmara de Vereadores de Toledo aprovou, na segunda-feira (21), a criação da Semana Municipal de Valorização do Comércio Local. O projeto de lei, de autoria do vereador Jairo Cerbarro, foi aprovado por unanimidade e estabelece como referência anual a semana que compreende 16 de julho, Dia do Comerciante.

A iniciativa busca mobilizar consumidores, empresas, entidades e poder público para manter na economia local recursos que hoje saem do município por compras online e apostas. Conforme estimativas apresentadas durante a sessão, cerca de R$ 45 milhões da renda das famílias de Toledo são desviados pelas apostas, com potencial impacto de R$ 90 a R$ 100 milhões por ano no faturamento do comércio local. Mais de 80% das famílias do município estariam endividadas.

A Semana Municipal prevê a realização de campanhas educativas, palestras, seminários e oficinas para conscientizar a população sobre a importância de comprar de empresas sediadas em Toledo. O poder executivo poderá estabelecer parcerias com entidades empresariais, associações, cooperativas, instituições de ensino e organizações da sociedade civil para desenvolver as atividades.

Durante o debate, vereadores chamaram atenção para os desafios do comércio local. Olinda Fiorentin destacou que a valorização das empresas instaladas em Toledo contribui para geração de empregos e renda. Bruno Radunz lembrou que representantes da Associação Comercial e Empresarial de Toledo apresentaram as dificuldades dos comerciantes diante da concorrência do comércio eletrônico.

O vereador Chumbinho Silva citou a legislação municipal Toledo Compra em Toledo, que prevê prioridade para empresas locais em determinadas compras do poder público, e pediu que seja efetivamente aplicada. Marcos Zanetti defendeu a proteção da cadeia produtiva brasileira e a criação de incentivos para que novas empresas se instalem no município.

O projeto será votado em segundo turno na próxima sessão ordinária, na segunda-feira (28). Segundo a justificativa apresentada, a iniciativa não cria obrigações de execução nem despesas públicas obrigatórias para o executivo.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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