Sangramento nasal, ou epistaxe, é comum e raramente grave. Mas episódios frequentes, muito intensos ou que não param depois de alguns minutos precisam de atenção. Se o sangue não cessar após 15 a 30 minutos de compressão, procure um médico.
O problema costuma estar ligado a ressecamento da mucosa, resfriados, rinite, sinusite ou pequenos traumas.
Quem corre mais risco
Crianças de 2 a 10 anos são as mais propensas. Nessa idade, a mucosa nasal é mais fina e sensível, e o hábito de colocar o dedo no nariz causa pequenas lesões e rompe vasos sanguíneos.
Idosos também enfrentam risco maior por causa da fragilidade dos vasos e do uso frequente de medicamentos como anticoagulantes e anti-inflamatórios. Clima frio e seco, assoar o nariz com força, traumas locais e uso prolongado de descongestionantes em spray também favorecem o sangramento. Mudanças de pressão atmosférica, em mergulhos ou em viagens para locais com altitude muito diferente, também podem provocar o quadro.
O que fazer na hora
Na maioria das vezes o sangramento é isolado e para sozinho. Sente-se e incline levemente a cabeça para a frente, nunca para trás. Inclinar para trás não controla o sangramento e faz o líquido descer pela garganta, levando a pessoa a engolir sangue.
Comprima a parte mole do nariz com os dedos, como se fosse uma pinça, por cerca de 3 a 5 minutos. Colocar algodão nas narinas também funciona, especialmente com uma substância constritora nasal. Fazer uma compressa fria sobre o nariz e evitar assoá-lo com força nas horas seguintes também ajuda.
Manter a mucosa nasal e o ambiente bem umidificados previne novos episódios, principalmente em períodos de clima seco.
Quando procurar atendimento
O médico é necessário quando o sangramento não para após 15 a 30 minutos de compressão. A avaliação também é obrigatória quando os episódios se repetem, são muito intensos ou aparecem junto com outros sinais, como manchas roxas pelo corpo, sangramentos em outras partes, obstrução nasal ou histórico familiar de distúrbios de coagulação.
O otorrinolaringologista investiga a origem do sangramento e identifica se é anterior ou posterior. A epistaxe anterior ocorre na frente do nariz, onde há grande concentração de vasos frágeis, e corresponde a cerca de 90% dos casos. É mais simples de controlar e pode ser tratada com cauterização química do vaso, pomadas ou géis para hidratar a mucosa.
A epistaxe posterior ocorre em região mais profunda do nariz e tende a ser mais grave. O sangramento pode ser intenso e exigir emergência, com possibilidade de cirurgia para fazer ligadura da artéria ou cauterização elétrica do vaso.
Por que investigar repetições
Sangramentos nasais frequentes não devem ser ignorados, mesmo sem emergência. Podem estar associados a rinite alérgica, sinusite crônica não tratada, desvio de septo, hipertensão arterial não controlada e distúrbios de coagulação. Em casos raros, a epistaxe recorrente relaciona-se a tumores nasais ou dos seios da face. A repetição é um dos principais sinais de que a causa precisa investigação.
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