A Sanepar acertou um acordo com o Ministério Público e vai transferir R$ 5 milhões ao Fundo Municipal de Direitos Difusos de Ponta Grossa. O dinheiro sai em cinco parcelas de R$ 1 milhão cada, começando em setembro. Além disso, a companhia vai devolver o que moradores gastaram comprando água mineral durante a crise de qualidade que afetou a cidade no início de 2026.
O que aconteceu com a água
Entre 26 de janeiro e 28 de fevereiro, a população reclamou de cheiro e gosto estranho na água da Sanepar. O problema durou pelo menos 30 dias. Em 25 de fevereiro, cinco órgãos públicos explicaram que uma forte proliferação de algas na Represa de Alagados causou a alteração. A estiagem prolongada no Rio Pitangui, somada ao calor intenso, fez o nível da represa cair e aumentou a concentração de nutrientes que alimentam as algas. Apesar do sabor e cheiro desagradáveis, os órgãos confirmaram que a água permanecia segura para beber.
A Sanepar reforça que o sistema de abastecimento está regularizado desde então e monitora a qualidade diariamente conforme as normas do Ministério da Saúde.
Como pedir o dinheiro de volta
Quem gastou com água mineral naquele período pode solicitar reembolso em qualquer central de atendimento da Sanepar em Ponta Grossa. É preciso levar notas fiscais, cupons ou recibos de compra de água mineral, além de informar os dados da conta bancária.
Após a aprovação, o depósito sai em até 30 dias. As unidades funcionam no Centro (Rua Balduíno Taques, 1150) e no Contorno, no Núcleo Santa Paula (Rua Atílio Tararan, 37).
Servico
- Onde: Central de Relacionamento da Sanepar no Centro (Rua Balduíno Taques, 1150) ou no Contorno (Rua Atílio Tararan, 37, Núcleo Santa Paula)
- O que levar: notas fiscais ou cupons de compra de água mineral entre 26 de janeiro e 28 de fevereiro de 2026, dados bancários
- Prazo para depósito: até 30 dias após aprovação
- Telefone: 0800 200 0115 (24h)
- WhatsApp: (41) 3909-5000
- Aplicativo: Minha Sanepar
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