O dinheiro deixado em bancos e instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, conforme divulgou o Banco Central. O valor representa crescimento em relação aos R$ 5,12 bilhões de junho.
Desse total, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Empresas têm direito a aproximadamente R$ 1,40 bilhão, distribuído entre cerca de 2,19 milhões delas.
Como consultar e resgatar
O Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central, permite consultar gratuitamente os valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do setor financeiro. Desde maio de 2025 é possível habilitar o pedido automático de devolução dos recursos, usando a conta Gov.br prata ou ouro.
Os valores podem vir de contas encerradas com saldo, tarifas cobradas de forma indevida, recursos de consórcios encerrados ou cotas de cooperativas de crédito.
Pequenos valores predominam
Apesar do volume bilionário, a maior parte dos beneficiários tem quantias reduzidas. Conforme o Banco Central:
- 69,45% possuem entre R$ 0,01 e R$ 10
- 18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100
- 9,35% dispõem de R$ 100,01 a R$ 1 mil
- apenas 2,22% têm mais de R$ 1 mil
Os bancos concentram a maior parte dos recursos disponíveis, seguidos por administradoras de consórcios. A distribuição é: bancos (R$ 2,38 bilhões), administradoras de consórcio (R$ 1,96 bilhão), cooperativas (R$ 762,7 milhões), instituições de pagamento (R$ 353,4 milhões), financeiras (R$ 114,6 milhões), corretoras e distribuidoras (R$ 69,4 milhões) e outras instituições (R$ 4,5 milhões).
Histórico de devoluções
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central devolveu mais de R$ 16 bilhões aos proprietários. Desse montante, R$ 11,9 bilhões foram para pessoas físicas e R$ 4,2 bilhões para empresas. Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.
Somados os valores já devolvidos e os ainda disponíveis, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber desde sua criação. Parte desses recursos foi utilizada pelo governo federal em programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, repassada ao Fundo Garantidor de Operações.
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