A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) firmaram uma cooperação técnica para enfrentar golpes virtuais que proliferam em Umuarama e região. O acordo foi selado em reunião na sexta-feira, 2 de outubro, que contou com representantes de ambas as instituições.
O foco principal é o chamado “golpe do falso advogado”: criminosos usam nomes e fotos de profissionais e escritórios jurídicos reais para cobrar taxas ou custas fictícias. A promessa é a liberação de alvarás, precatórios ou benefícios previdenciários que não existem. As vítimas acabam transferindo dinheiro para contas de estelionatários.
A secretária municipal Aline Cunha Martiolli recebeu Leandro Pereira, advogado que coordena a Comissão de Fiscalização e Combate ao Golpe do Falso Advogado da OAB/PR. Também participaram Lucas Priori, presidente da Subseção da OAB em Umuarama; Érica Peteno Kovalechen, diretora da Caixa de Assistência dos Advogados da OAB/PR; e Luciana Harttmann, vice-presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB Umuarama.
O que muda com a parceria
A cooperação prevê campanhas de conscientização, troca de informações para identificar golpistas e reforço dos canais de orientação direta aos consumidores. “Essa parceria visa ao desenvolvimento de campanhas preventivas de conscientização, compartilhamento de informações para identificação de golpistas e o fortalecimento de canais de orientação direta aos consumidores”, afirmou Aline Cunha.
Segundo a secretária, a resposta conjunta é necessária porque os golpes virtuais evoluem rapidamente. “Os golpes virtuais evoluem rapidamente e exigem uma resposta institucional integrada. Essa aproximação com a OAB permitirá orientar a população com mais eficiência, evitando que cidadãos e consumidores sejam lesados”, completou.
Como se proteger
Golpes com falsos advogados costumam chegar por mensagem, WhatsApp ou redes sociais. O criminoso oferece um serviço urgente (liberação de benefício atrasado, por exemplo) e cobra uma “taxa de processamento” ou “custas judiciais”. Sempre que receber uma cobrança deste tipo, verifique o número no site da OAB ou procure o Procon para denunciar.
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