A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Segurança, não registrou feminicídios entre mulheres com medidas protetivas ativas desde o lançamento da Patrulha Maria da Penha, em janeiro de 2025. O programa acompanha cerca de 1,2 mil mulheres com visitas sistemáticas, inclusive sem aviso prévio, e monitora se os agressores estão cumprindo as restrições impostas pela Justiça.
A Guarda Civil Municipal usa ferramentas de análise de dados para identificar padrões de risco e alertar as equipes sobre casos que exigem maior atenção. O alcance da proteção aumentou 161% desde o início do projeto. Os agentes recebem capacitação contínua e trabalham integrados com o Poder Judiciário e serviços sociais do município.
O secretário de Segurança, Delegado Luiz Alves, afirma que o diferencial é a ação preventiva: “A Patrulha Maria da Penha representa uma mudança na forma de atuar porque não esperamos a violência escalar para agir. A partir do acompanhamento contínuo e da análise das situações de risco, buscamos prevenir problemas e fortalecer a proteção das mulheres que estão sob medida protetiva”.
Reconhecimento internacional
Os projetos desenvolvidos pela Secretaria de Segurança ganharam visibilidade internacional. A Guarda Civil Municipal foi indicada em três categorias na Conferência Anual da Internacional Association of Chiefs of Police (IACP Awards), que acontece entre 24 e 27 de outubro em Orlando, nos Estados Unidos. É a primeira vez que Maringá participa destas premiações.
A corporação também é finalista do prêmio Herman Goldstein Award 2026 de Policiamento Orientado a Problemas, que será realizado entre 16 e 18 de novembro, em Austin, nos Estados Unidos.
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