Um banhado que transbordava nas chuvas fortes virou parque. A região entre as ruas Adelino Vessossi, Dionira Moletta Klemtz e Carlos Klemtz, no bairro Fazendinha, sofria com alagamentos até 2014, quando a Prefeitura de Curitiba transformou a área de 120 mil metros quadrados no Parque Guairacá.
O parque funciona como parque esponja: absorve o excesso de água quando chove intensamente, assim como ocorre nos parques Barigui, Tingui e São Lourenço. A área possui nascentes, lagos e espaços alagáveis naturais que retêm a umidade, reduzindo alagamentos no entorno. Além disso, é um parque linear acompanhando o Rio Barigui.
A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) investiu na construção usando soluções baseadas na natureza. O espaço reúne pista de caminhada, ciclovias, canchas de futebol de areia, minifutebol e vôlei, playground, academia ao ar livre, equipamentos de ginástica, bicicletário, deck com vista para o lago e bancos de estar.
Rodrigo da Cruz mora há 21 anos no bairro, a cerca de 1 quilômetro do parque. Ele vivenciou a transformação: “Aqui era uma região que alagava quando chovia muito, tem o Rio Barigui que passa atrás. A criação do parque ajudou bastante para melhorar a situação”. Ele frequenta o local quase toda semana para caminhar e leva os filhos nos fins de semana, quando famílias lotam o espaço.
Corredor verde que conecta três áreas
O Parque Guairacá se conecta diretamente com o Parque Cambuí e o Bosque da Fazendinha, formando um grande corredor de preservação ambiental no bairro. O nome homenageia o cacique Guairacá, líder indígena dos campos de Guarapuava que resistiu às incursões europeias no século 16. A cidade o celebra no primeiro verso de seu hino: “cidade linda e amorosa da terra de Guairacá”.
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