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Paranavaí coleta 28 amostras de DNA de familiares de desaparecidos

Paranavaí participou da mobilização nacional para coleta de DNA de parentes de pessoas desaparecidas realizada ao longo de cinco dias. A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) colheram 28 amostras no estado, distribuídas em unidades de Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Jacarezinho, Londrina, Umuarama, Guarapuava, Loanda, Cascavel, Campo Mourão e Paranavaí.

O objetivo é ampliar os bancos de perfis genéticos usados na identificação de desaparecidos. O procedimento é gratuito, rápido e indolor: um cotonete passa na parte interna da bochecha. Quem não compareceu durante a campanha ainda pode fornecer material genético procurando a unidade mais próxima.

Como funciona a comparação de DNA

As amostras entram nos bancos de perfis genéticos e são comparadas continuamente com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas, cadastrados em sistemas locais e nacionais. O cruzamento busca vínculos de parentesco que ajudem a devolver identidade a quem desapareceu. A Polícia Científica prioriza coleta de familiares de primeiro grau: pai ou mãe biológicos, filhos biológicos e irmãos biológicos.

Quando não há possibilidade com parentes de primeiro grau, outros familiares também podem participar. Não é preciso residir na cidade onde o desaparecimento aconteceu: basta informar o local da ocorrência no momento da coleta para que os dados sejam registrados corretamente.

DNA também abre caminhos em investigações

Além de identificar desaparecidos, os perfis genéticos fortalecem investigações criminais. Quando uma vítima de homicídio é encontrada mas permanece sem identificação, os investigadores enfrentam dificuldade em levantar informações sobre sua vida. Se outra equipe estiver investigando um desaparecimento e o exame de DNA confirmar que é a mesma pessoa, os dados reunidos na apuração do desaparecimento passam a integrar a investigação do homicídio, abrindo novos caminhos para a solução do crime.

Histórico do estado

A Seção de Genética Molecular Forense da Polícia Científica do Paraná funciona desde 2001. O estado tem cadastradas mais de 700 amostras de familiares de desaparecidos no banco de dados nacional, além de 501 perfis genéticos de cadáveres para identificação. Ao longo desses 25 anos, 25 pessoas desaparecidas foram identificadas por DNA. Considerando todos os tipos de cruzamento, o banco gerou 473 matches e 162 coincidências entre vestígios de condenados.

Serviço

  • O que é: coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas
  • Quanto custa: gratuito
  • Onde: unidades da Polícia Científica em Paranavaí, Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Jacarezinho, Londrina, Umuarama, Guarapuava, Loanda, Cascavel e Campo Mourão
  • Como participar: procurar a unidade mais próxima com documento de identidade e informações do Boletim de Ocorrência (número do registro, estado e delegacia responsável). Se possível, levar objetos pessoais do desaparecido que possam conter DNA, como escova de dentes, dente de leite ou cordão umbilical
  • Quando: a qualquer momento; não é limitado à campanha

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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