A Orquestra Sinfônica do Paraná será reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Estado. O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) apresentou o projeto de lei nesta quarta-feira (28) na Assembleia Legislativa.
A medida reconhece não apenas a instituição em si, mas também seu acervo musicológico, histórico e as práticas de criação, formação e execução musical. O dia 28 de maio passará a constar do calendário oficial paranaense como aniversário da OSP.
Segundo o projeto, o Estado deve implementar ações de salvaguarda do acervo, incluindo catalogação, restauração, digitalização e difusão pública de partituras manuscritas, anotações de regência, arranjos orquestrais exclusivos, manuscritos históricos e registros audiovisuais acumulados desde a criação da orquestra.
Quatro décadas de apresentações
Criada oficialmente em 28 de maio de 1985, a OSP superou a marca de mil recitais e concertos ao longo de seus 41 anos de atuação contínua. A orquestra interpretou 900 composições assinadas por 250 autores de épocas e estilos diversos.
O projeto também autoriza o Estado a celebrar convênios e termos de fomento para levar as apresentações a outras regiões, por meio de turnês periódicas. A intenção é descentralizar a produção artística e incentivar intercâmbios com conservatórios e escolas de formação musical.
Caberá ainda ao Estado garantir suporte técnico, material e logístico para manter a excelência do corpo de músicos, incluindo a contratação de solistas e maestros convidados de destaque nacional e internacional.
Arquivo em risco
Romanelli justifica a medida apontando que o arquivo da OSP custodia obras manuscritas e encomendadas que nunca entraram no circuito comercial de edição e estão vulneráveis ao risco de extravio e degradação pelo tempo e pela acidez do papel.
O reconhecimento legal consolida, segundo o deputado, uma trajetória de excelência artística construída ao longo de quatro décadas na sociedade paranaense.
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