A Mostra de Cinema de Guarapuava abre nesta quinta-feira (30) no campus Santa Cruz da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) com seminário e exibições de filmes selecionados.
Durante três dias, a mostra apresenta 17 curta-metragens paranaenses de oito cidades do estado, além de longas de encerramento.
A programação de quinta-feira começa às 14h com seis curtas, entre eles “Quem Ginga, Seus Males Espanta”, dirigido por Tiago Silva e originário de Maringá, que acompanha um professor de capoeira enfrentando o racismo estrutural. Também integram a sessão “Ruminância” (guarapuavana, de Carlos Dino e John Taborda sobre medo e ansiedade), “Cantigas de fé e festa” (de Inácio Martins e Taisa Lewitzki), “O Jardim Mágico” (Curitiba), “Outros Abrigos” (Curitiba, premiado em três festivais) e “O Enegrecer de Iemanjá e a Subtração do Sagrado Afro” (Londrina). O longa de abertura, “Torniquete”, dirigido por Ana Catarina Lugarini, exibe às 19h30 com Marieta Severo no elenco. A diretora participa de bate-papo após a sessão.
Sexta-feira e sábado
Na sexta-feira (31), o seminário “Pensando o Cinema” acontece às 10h, seguido pela sessão de curtas às 14h com “Cidade de fora”, “Omodé”, “A Casa Amarela”, “Residência Pés no Quilombo” e “Dança dos Vagalumes”. Às 19h30, exibe-se “Nem toda história de amor termina em morte”, de Bruno Costa, com Lola, uma das primeiras protagonistas surdas do cinema nacional.
No sábado (1º de agosto), novo seminário “Pensando o Cinema” às 10h. A sessão de curtas às 14h traz “A benzedeira e o velhinho”, “O Caçador”, “Interior, Dia – Documentário”, “Quando Eu For Grande?”, “Raízes – Documentário” e “Nasce uma Supernova na Galáxia Bailarina”. O longa de encerramento, “Lista de desejos para Superagüi”, de Pedro Giongo, exibe às 19h30, retratando um pescador de 70 anos em busca de aposentadoria digna.
Tema e participação
A mostra gira em torno de “Memórias, Territórios e Saberes Ancestrais”, reconhecendo a memória como ato político de resistência contra apagamentos históricos, os territórios como espaço de lutas de corpos marginalizados e os saberes ancestrais como tecnologias de resistência. Ao centrar narrativas paranaenses — especialmente indígenas, quilombolas e rurais — o evento busca criar espaço de reparação simbólica onde o audiovisual atua como ferramenta descolonizadora.
O evento é projeto aprovado pela Secretaria de Cultura de Guarapuava, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do Governo Federal. Os ingressos são gratuitos e podem ser reservados pelo Instagram (@mostradecinemadeguarapuava). O cinema funciona no campus Santa Cruz, rua Salvatore Renna, 875, bairro Santa Cruz.
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