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Maringá tem 190 pizzarias e é segunda maior do Paraná em número de estabelecimentos

Maringá reunia 190 pizzarias registradas em 2026, segundo dados da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra). O número coloca a cidade em segundo lugar no Paraná, atrás de Curitiba, que tem 775 estabelecimentos. A expansão reflete um mercado que cresceu em todo o estado: o Paraná ganhou 289 novas pizzarias em 2025, um crescimento de 8,65%, totalizando 3.078 estabelecimentos.

A produção estimada no estado é de 212.175 pizzas por dia, ou mais de 6,3 milhões por mês. O Paraná concentra 39% das pizzarias da Região Sul. Nos estabelecimentos maringaenses funcionam desde negócios tradicionais que atravessam gerações até marcas que nasceram da experimentação doméstica durante a pandemia, mostrando a diversidade do setor.

Tradição de quase cinco décadas

O Casarão da XV é um dos mais antigos em atividade. Há 46 anos serve pizza tanto no atendimento presencial quanto por delivery. Rafael Friedrich, que hoje comanda o restaurante fundado pelo pai, destaca que o serviço de entrega já integrava a operação quando ainda não existiam aplicativos: na década de 1990, o estabelecimento contava com 14 motoboys registrados.

Friedrich aprendeu o negócio acompanhando o pai, que trabalhou à frente do restaurante por cerca de 30 anos. A mãe atua há duas décadas na Margherita, outro estabelecimento da família onde a pizza é servida em rodízio e à la carte. No Casarão da XV, o cardápio usa massa de fermentação lenta e recheios com ingredientes de uma propriedade da família, incluindo tomates, palmito e hortaliças orgânicas. “Eu acredito muito que a excelência da pizza está na combinação do produto de qualidade com o serviço de qualidade”, afirma Friedrich.

Novos negócios crescem com a pandemia e aplicativos

A Piano Piano é uma história diferente. O pizzaiolo Vini Maniá começou a fazer pizzas em casa durante a pandemia. Fotógrafo de publicidade, comprou um forno inicialmente para presentear os pais, mas acabou assumindo a tarefa. Estudou técnicas de pizzaiolos italianos, participou de grupos especializados e fez cursos. Em 2026, transformou o hobby em negócio ao se juntar a outros três sócios.

A Piano Piano, que começou a operar oficialmente em maio de 2026, funciona como pizza bar: estabelecimento em que a pizza é o produto principal. O conceito nasceu da experiência de Maniá em Nápoles, na Itália, onde notou uma relação mais informal com o prato. O estabelecimento serve pizzas individuais em sabores clássicos e autorais, drinks, cervejas e sobremesas italianas. “Eu queria tirar a cerimônia da pizza. Queria que fosse uma coisa mais despojada”, explica Maniá. A casa ainda está em fase de construção do conceito definitivo, incluindo cardápio e identidade visual, e aposta em ingredientes italianos e produtos de produtores locais.

Expansão de marca que saiu da churrasqueira

A Jon Pizza também nasceu de testes domésticos. Jonathan Yu Yamaue, natural de Londrina, começou a testar receitas depois de viagens aos Estados Unidos e à Itália. Em Nápoles mudou sua percepção sobre o produto e passou a buscar uma massa de longa fermentação, mais leve. Os testes iniciais aconteceram em um forno adaptado na churrasqueira de seu apartamento.

A primeira unidade abriu em Maringá em 2019, na Avenida Horácio Racanello. Depois vieram Londrina (2020), Curitiba (2021) e Itapema em Santa Catarina (2022), com o primeiro franqueado. Em 2024, a marca chegou a João Pessoa na Paraíba. A expansão mais recente foi para Balneário Camboriú. A Jon Pizza já estava presente em seis cidades de três estados diferentes.

Mercado reage à mudança com inovação e gestão

A popularização dos aplicativos facilitou a entrada de novos negócios e permitiu que pizzarias operassem com estruturas menores. Ao mesmo tempo, aumentou a concorrência. A rentabilidade de cada estabelecimento, porém, depende de gestão, acompanhamento diário e capacidade de criar diferenciais, segundo analisa Friedrich.

O mercado de pizzarias em Maringá reflete essa dinâmica: negócios tradicionais que mantêm operação presencial e delivery, novos empreendedores que começaram na pandemia com experiências internacionais, e marcas que expandem para outras cidades. Cada modelo responde de forma diferente à evolução do consumo e à tecnologia de entrega.

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