Estudantes de Maringá vivenciaram nesta quarta-feira, 1º de outubro, atividades de leitura e escrita nas escolas municipais em celebração ao Dia D da Alfabetização, parte da semana do MobilizaLê que ocorre até 2 de outubro com diferentes ações voltadas ao incentivo da leitura na rede municipal.
A programação reúne alunos, educadores e famílias em propostas que permitem às crianças compartilhar textos e demonstrar suas aprendizagens. Na Escola Municipal Diderot Alves da Rocha Loures, uma das atividades foi a Tenda Literária, onde turmas participaram de leitura e escrita e apresentaram suas produções aos colegas com a presença das famílias.
Pietra, estudante de 8 anos, relembrou o desafio que enfrentou. “Eu tinha muita vergonha de ler em público. Quando a gente foi para a Tenda Literária, eu peguei o microfone e li meu texto para a turma. Fiquei com vergonha, mas fui corajosa”, contou.
Camily, também com 8 anos, vê a leitura como superação pessoal. “Antes eu engasgava para ler. Depois que comecei a ler todos os dias na escola, fui melhorando. Para mim, esse dia é de superação”, disse a estudante, que recebeu reconhecimento das professoras e da família pelo desenvolvimento.
Para a professora Célia, iniciativas assim são essenciais para formar leitores. “A leitura precisa ser incentivada de várias formas e isso já faz parte do nosso dia a dia. Mas ter uma data para pensar em novas maneiras de incentivar os alunos é muito bom, porque queremos que eles não enxerguem a leitura como uma obrigação. Queremos que guardem esses momentos com carinho, como algo especial que viveram na escola”, explicou.
Programa municipal de alfabetização
O Dia D faz parte do programa Compromisso Maringá: Criança Leitora, lançado em abril para ampliar as estratégias de alfabetização e garantir que os estudantes estejam alfabetizados até o 2º ano do Ensino Fundamental. A Secretaria de Educação desenvolve ações ao longo de todo o ano nas unidades da rede municipal.
Entre as ações estão os 20 Minutos de Leitura, realizados diariamente em todas as escolas; a Sacola Literária, que permite que cada estudante escolha livros para levar para casa; e o projeto Leitura em Movimento. O programa também inclui formação continuada dos professores, monitoramento pedagógico e aquisição de materiais didáticos.
Segundo a secretária de Educação, Adriana Palmieri, o contato frequente com livros transforma a trajetória da criança. “Quando uma criança aprende a ler, ela passa a ter acesso a histórias, conhecimentos, sentimentos e ideias que antes dependiam de alguém para chegar até ela. É uma aprendizagem que acompanha cada etapa da vida. Por isso, precisamos cuidar desse começo, respeitar o tempo de cada criança e criar oportunidades para que ela leia, escreva, conte o que pensa e perceba que a palavra também pode ser um lugar onde ela se reconhece”.
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