A Catedral de Maringá recebeu nesta terça-feira, 7, a aplicação de um inseticida de longa duração nas paredes internas e móveis para reduzir riscos de dengue. A técnica, chamada Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), faz parte do projeto Primavera Sem Dengue, da Secretaria de Saúde.
Além da Catedral, outras 23 igrejas e templos da cidade recebem a mesma proteção. Os locais também estão equipados com Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), dispositivos que ajudam a manter os resultados alcançados no combate à doença.
A queda nos casos de dengue em Maringá foi significativa: o município registrou 4.163 casos confirmados em 2025, contra 186 entre janeiro e setembro deste ano. Isso representa uma redução de 95,56% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, igrejas e templos recebem grande fluxo de visitantes. “Com o BRI e o EDL conseguimos garantir mais segurança para os frequentadores destes locais”, afirma. “A dengue se combate todos os dias, é um problema de todos e cada um tem que fazer a sua parte.”
Como funciona o combate
O inseticida de longa duração aplicado nas paredes cria uma camada protetora que permanece ativa por vários meses, reduzindo a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A técnica é complementada pelas estações disseminadoras de larvicida, que impedem a reprodução do inseto em possíveis criadouros.
Essas ações fazem parte de uma estratégia mais ampla que inclui limpeza e eliminação de focos, educação da população e vigilância constante. O objetivo é manter os resultados positivos já alcançados e evitar novos surtos da doença.
Mais de Maringá
Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções






