Marechal Cândido Rondon reuniu na tarde de sexta-feira (11 de setembro), no auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), profissionais que lidam com proteção e atendimento a mulheres em situação de violência. A atividade, chamada “Rede que Protege”, foi organizada pela Secretaria de Assistência Social em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Rondonense (COMMUR).
Participaram delegada da Polícia Civil, comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar, psicóloga do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), representantes da Polícia Científica, da Patrulha Maria da Penha, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e coordenadores de núcleos especializados da universidade. O encontro contou também com a presença do prefeito Adriano Backes e de Andria Backes, secretária de Assistência Social.
Protocolo de atendimento integrado
O foco da capacitação foi a apresentação do “Protocolo e Fluxograma da Rede de Proteção para Atendimento à Mulher em Situação de Violência”. Este documento estabelece diretrizes para orientar os encaminhamentos entre os diferentes serviços, melhorar a qualidade dos atendimentos e garantir que as ações sejam coordenadas entre as instituições envolvidas.
A doutora Maria Isabel Formoso Cardoso e Silva proferiu palestra durante o evento, abordando práticas de acolhimento, atendimento e proteção. Segundo a secretária de Assistência Social, a qualificação de quem trabalha na linha de frente é fundamental para fortalecer o acolhimento e a proteção dessas mulheres.
Rede de proteção contra a violência de gênero
A rede de proteção é o conjunto de políticas, serviços e profissionais que trabalham juntos para acolher mulheres vítimas de violência doméstica, psicológica, sexual ou moral. Envolve assistentes sociais, psicólogos, policiais, delegados, advogados e médicos. O atendimento integrado significa que a mulher não percorre um caminho confuso entre instituições: cada serviço conhece o papel do outro e passa a informação adiante, evitando que ela precise contar sua história várias vezes e reduzindo o tempo para proteção.
Quando uma mulher procura ajuda, ela pode começar numa delegacia, depois ir para o CREAS ou para a saúde, e precisar de orientação jurídica. Se não há protocolo, cada um trabalha isolado. Com o protocolo e o fluxograma, todos sabem quem atende o quê, como documentar, para quem encaminhar e em qual ordem, tornando o processo mais rápido e humano.
Mais de Marechal Cândido Rondon
Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções






