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Mais de 20 mil professores de Curitiba participam de curso sobre saúde vocal

Mais de 20 mil professores da rede municipal de Curitiba já participaram do Programa Saúde Vocal, desenvolvido desde 1997 pela Prefeitura em parceria com o Instituto Curitiba de Saúde. A iniciativa oferece orientação preventiva e cuidados para profissionais que usam a voz como ferramenta de trabalho.

De segunda (28/9) a sexta-feira (2/10), mais de 700 professoras se inscreveram para uma palestra conduzida pela fonoaudióloga Milena Siqueira, especialista em voz há dez anos vinculada ao programa. A atividade dura quatro horas e se repete em dez turmas diferentes.

Durante o curso, os docentes aprendem hábitos saudáveis e práticas específicas: técnicas de alongamento e relaxamento corporal, hidratação, cuidados nutricionais, estratégias de aquecimento vocal e manejo do ruído em sala de aula. O conteúdo inclui anatomia do aparelho fonador, identificação de sinais de adoecimento vocal e projeção de voz adequada ao ambiente escolar.

Por que os professores precisam

Entre profissionais que usam a voz habitualmente, os professores apresentam o maior índice de alterações vocais. Diferentemente de atores ou cantores, que recebem preparo vocal na formação, educadores ingressam na carreira sem essa capacitação. Falam excessivamente, dirigem-se a grandes grupos e frequentemente precisam competir com ruído ambiental, fatores que elevam o risco de adoecimento vocal.

Cintia Beatriz Coraiola, atual diretora do CMEI Pimpão, enfrentou problemas vocais quando lecionava no início da carreira. “Trabalhava em sala de aula o dia todo e precisei de acompanhamento fonoaudiológico. Por isso entendo a importância dessa orientação preventiva”, declarou.

Exames e tratamento

Além das palestras preventivas, o programa oferece exames diagnósticos sem custo: laringoscopia, endoscopia digestiva alta, audiometria e microcirurgia de cordas vocais quando necessário. Os servidores são encaminhados para esses exames quando detectados problemas durante avaliação periódica com médico do trabalho ou quando a chefia relata sinais de alteração vocal.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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