A Câmara Municipal de Curitiba resgatou do acervo histórico da cidade a noite de 1960 em que o boato de um ataque de “lobisomem” no Cajuru tirou moradores de casa e mobilizou a polícia.
Segundo a reportagem publicada pela Casa, tudo começou com o relato de um ciclista ferido no bairro. A versão de que o responsável seria uma criatura se espalhou pela vizinhança em poucas horas e, dali, alcançou a cidade inteira.
A reação foi imediata. A polícia saiu às ruas com cães e cavalaria para patrulhar a região, enquanto moradores se organizaram por conta própria e deixaram suas casas levando alho e crucifixos para tentar se proteger do suposto ataque.
O episódio dominou o noticiário da época: de acordo com o material reunido pela Câmara, as edições dos jornais que contavam o caso esgotaram nas bancas da cidade.
O acervo que guardou o caso
A reportagem faz parte da série “Histórias de Curitiba”, do portal da Câmara Municipal, e reúne documentos, páginas de jornais e fotografias do período. O conjunto permite acompanhar como o boato cresceu e de que forma a imprensa curitibana tratou o assunto naquele ano.
O caso também virou episódio do podcast “Nossa Memória”, produzido pela Câmara e disponível no canal da Casa no YouTube, sob o título “O lobisomem que virou manchete”.
A republicação chega em clima de Halloween e serve a uma leitura que vai além da data: mostra como uma informação não confirmada circulava antes da era digital e como um único relato, repetido de boca em boca e amplificado pelos jornais, foi capaz de mobilizar uma cidade inteira por uma noite.
A reportagem completa, com o acervo de imagens, está no portal da Câmara Municipal de Curitiba, em cmc.pr.gov.br, na editoria Histórias de Curitiba.
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