Waldson de Almeida Dias lê quatro livros por semana. Três deles são romances, contos, crônicas ou biografias; o quarto é exclusivamente poesia. Ao longo de um ano, isso soma 208 obras, aproximadamente 52 vezes mais que a média anual de leitura do brasileiro, que fica em 3,96 livros.
Gaúcho de Canguçu, no Rio Grande do Sul, Waldson descobriu a paixão pelos livros aos 6 anos, ensinado pela tia professora. O primeiro impacto foi o Pequeno Príncipe, que abriu uma janela para o mundo dentro do pequeno quarto da infância. Aos 7 anos já lia Capitães de Areia, de Jorge Amado.
Da escola para os concursos
Quando começou a frequentar o Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida aos 9 e 10 anos, Waldson conheceu Júlio Verne, Alexandre Dumas e muitos outros clássicos estrangeiros. As bibliotecárias permitiam que ultrapassasse as leituras apropriadas para sua idade, desde que discretamente.
Com a leitura diária, sua redação melhorou rapidamente e começou a ganhar concursos na escola. Já adulto, venceu o 1º Concurso de Poesias Mário Quintana em Pelotas e recebeu o prêmio de 500 cruzeiros das mãos do próprio poeta, que também lhe presenteou com um livro autografado.
Biblioteca de mais de 3,5 mil títulos
Hoje, Waldson possui dezenas de livros autografados por seus autores, que integram uma biblioteca particular com mais de 3.500 volumes. Em 2006, uma enchente em São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, destruiu cerca de 2 mil livros que ele mantinha em uma casa da família.
Desde 2004 em Foz do Iguaçu, Waldson foi um dos criadores da Feira Internacional do Livro da cidade em 2005. Ele frequenta regularmente os principais festivais literários do Brasil e do exterior. Na última Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em julho de 2026, retornou com 63 livros autografados, trazidos em uma mala que recusou despachar no avião.
Na 21ª Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu, que acontece de 3 a 6 de setembro, Waldson receberá homenagem oficial como Embaixador Honorífico da festa, um reconhecimento à sua dedicação de duas décadas aos livros e à promoção da leitura na cidade.
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