A Polícia Civil do Paraná deve finalizar o inquérito que investiga a morte do piloto Gustavo Henrique de Lara no início de setembro. O delegado Lucas Petry, responsável pelas investigações, afirmou que ainda faltam perícias para encerrar o caso, cerca de dois meses após a morte.
Gustavo morreu na noite de 16 de julho após participar de um ritual chamado banho de óleo, que celebra o primeiro voo solo em escolas de aviação. Ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias após o procedimento e não resistiu, mesmo com tentativas de reanimação pelo Samu.
Como Gustavo morreu
O laudo da Polícia Científica do Paraná confirma que o piloto morreu por asfixia mecânica. O inchaço nas vias aéreas superiores foi causado por exposição a um agente químico. Os peritos encontraram água e sangue nos pulmões, além de sinais de queimaduras químicas no rosto, coxas, abdômen e membros inferiores.
Exames toxicológicos complementares foram solicitados para identificar quais substâncias químicas estavam presentes no organismo de Gustavo. Esses resultados ainda fazem parte do processo de finalização do inquérito.
O que aconteceu após a morte
O instrutor responsável por aplicar o óleo foi preso em flagrante por homicídio culposo e solto após pagar fiança de R$ 3 mil. Familiares de Gustavo informaram que ele e o instrutor eram amigos e que a participação no ritual foi uma decisão voluntária do piloto, sem atribuir responsabilidade ao instrutor.
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