A Cia KÀ de Teatro, reconhecida como Ponto de Cultura, realiza entre 4 e 8 de novembro a terceira edição consecutiva da Mostra NamosKÀ no Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Miniauditório Guaíra), na Rua Conselheiro Laurindo em Curitiba. A programação reúne três espetáculos de repertório marcante e duas oficinas formativas no Espaço KÀ de Artes, com foco em linguagens que transitam entre teatro do absurdo, dança-teatro e drama.
Os espetáculos
Noget’s de Sobremesa abre a mostra nos dias 4 e 5 de novembro, às 20h. A peça teatral, com 120 minutos de duração e classificação indicativa de 16 anos, retrata cinco personagens disputando o último resquício de algo após o colapso de todas as estruturas. A proposta mescla comédia apocalíptica com crítica social e humor ácido.
Pandora segue a programação nos dias 6 de novembro (quinta, às 20h) e 7 de novembro (sexta, às 17h). Com 40 minutos em formato de dança-teatro e performance, sem diálogos falados, a obra trabalha movimento e silêncio para convidar o espectador a explorar conteúdos internos não resolvidos. Classificação 16 anos.
In-Dolor encerra as apresentações nos dias 7 de novembro (sexta, às 20h) e 8 de novembro (sábado, às 20h). O drama, com 60 minutos e classificação 18 anos, investiga como o sofrimento humano virou produto de consumo e entretenimento de massa, refletindo sobre a erosão da empatia.
Oficinas de formação
Além dos espetáculos, a mostra oferece duas oficinas práticas exclusivas no Espaço KÀ de Artes.
- Mímica do Medo: A Desconstrução do Corpo através do Horror — 7 de novembro, das 10h às 13h, com Bruno Sanctus. 20 vagas. A atividade explora sons, atmosferas sonoras e movimento corporal para trabalhar interpretação física e suspense.
- Corpo-Paisagem: Imaginação, Presença e Acrobacia na Criação Cênica — 8 de novembro, das 10h às 13h, com Thayna Bressan. 15 vagas. A oficina integra princípios de mestres como Michael Chekhov, Rudolf Laban e Jacques Lecoq, combinando movimento, gravidade e introdução a acrobacia.
Sobre a mostra
Idealizada pelos diretores Caio Frankiu e Kelvin Millarch, a Mostra NamosKÀ funciona como espaço de diálogo direto entre artistas e público, circulando bens culturais de qualidade. A terceira edição reafirma o compromisso estético e político da companhia com encenações que provocam debate profundo e catarse cênica, sem recuar diante do incômodo.
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