A Hard Money, banda pioneira do punk rock e hardcore de Londrina, celebra 35 anos de trajetória com show gratuito neste domingo (8), a partir das 19h, no Bar.bearia, na Rua Benjamin Constant, 1.614, no Centro de Londrina.
Fundada em 1991, a banda construiu sua carreira na cena underground com base na autogestão, letras de conscientização social e combate a estereótipos excludentes. Ao longo de três décadas e meia, lançou quatro álbuns pelo selo independente Lab Rec: Do it Yourself (1994), Resistence (1995), For Friends (1996) e Split Tape (1998), além do DVD Do it Yourself (2011).
A formação atual reúne Adriano Farinasso na guitarra, Teixeira Quintiliano no baixo e vocais, e Luis Eduardo “Cientista” na bateria. O repertório das apresentações comemorativas inclui faixas autorais marcantes da discografia e releituras de bandas como Agent Orange, 7 Seconds e Ramones.
A programação festiva começou no sábado (7), com apresentação em Apucarana no Old’s Kustom, na Rua Desembargador Clotário Portugal, 1.366, no Centro, com entrada de R$ 15 e participação da banda Surface na abertura.
Com narrativas cotidianas e críticas cantadas em inglês, a sonoridade crua e veloz do grupo marcou gerações no Norte do Paraná e influenciou formações locais posteriores, incluindo The Cherry Bomb, Estilhaço, Grogues Cegas e Violentas, Gentlemen e Short Fuse.
Punk rock e hardcore de raiz
O punk rock surgiu nos anos 1970 como movimento musical de rebeldia contra convenções sociais, caracterizado por guitarras distorcidas, batidas aceleradas e letras críticas. O hardcore é uma evolução mais agressiva do punk, com sons ainda mais intensos. Ambos os gêneros enfatizam a independência artística e a produção sem intermediários de grandes selos — a autogestão que marcou a trajetória da Hard Money desde o início.
Bandas dessa natureza funcionam como agentes culturais em suas cidades, formando comunidades de fãs e influenciando músicos das gerações seguintes. A Hard Money não apenas tocou; serviu como referência para que outros grupos londrinenses e do Norte do Paraná pudessem existir e se desenvolver no circuito underground regional.
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